É a voz que paralisa, é o cheiro que seduz, é o sorriso que encanta... É a mágica que se faz a cada encontro, é o olhar em busca do teu... Se é amor? ah, não sei! Sei que é o abraço que protege, o beijo que acaricia a alma, é o carinho que envolve. É o suspirar baixinho, olhando a lua, lembrando dele e não querendo mais ninguém. É o fechar de olhos que teletransporta e aquece o coração como se o outro, deveras estivesse presente. Se é amor? Se fosse eu saberia, não é? Mas sabe, cansei de dar nomes às sensações, casei de buscar razões... Estou exaurida de tanto procurar o que sentir e não achar.
Pensar em todas essas coisas e não pensar em ninguém, dá um aperto no peito, uma vontade de ter alguém pra gostar e consequentemente, saber responder se tudo que eu citei lá em cima é uma herança que ganhamos por assistir a todos esses filmes com finais tão belos (que às vezes dá vontade de se jogar de um prédio de vontade de ter um também) ou simplesmente, achamos a tal resposta sobre esse tão falado "amor".
E aí, ao invés de saber como é todas essas coisas eu apenas olho pro céu, fecho os olhos e sorrio, porque eu sei que com todas as demoras, incertezas, vazios, frustrações e outros "blá, blá, blás" é bem verdade que todas as coisas, inclusive o amor, por mais estranho e difícil que pareça, foram feitas para um dia, darem certo.
Por: Samara Craveiro
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